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domingo, 15 de janeiro de 2017

Reflexão Final- Inês Silva


            No âmbito da Unidade Curricular de Língua Portuguesa e Tecnologias da Informação e Comunicação, foi-nos solicitado que, no fim do semestre fizéssemos uma reflexão pessoal sobre o trabalho desenvolvido nesta Unidade Curricular. Ao longo da minha reflexão irei abordar diversos aspetos, tais como as expetativas e os contributos desta disciplina, as aprendizagens significativas, aspetos globalmente menos conseguidos e algumas sugestões.
            No início do semestre não estava muito expectante em relação a esta UC, principalmente por pensar que a mesma iria ser um espelho de outra que tivemos no 2.º ano da Licenciatura, que considero não ter sido muito produtiva em termos de aprendizagens. Julgava que íamos apenas consolidar conhecimentos e não tanto adquirir as ferramentas que, agora, dada por terminada a UC, adquiri. O facto de esta ser dada por dois professores em diferentes momentos ao longo da semana também foi algo que me deixou curiosa, pois pensei que desta forma era provável que fossemos ter o dobro dos trabalhos para fazer. Contudo, com o decorrer das aulas percebi que tal e não era verdade e que a parte pratica e a parte teórica estavam diretamente relacionadas e que na teórica era feita uma introdução sobre o que ia ser realizado na prática.
            Várias foram as ferramentas utilizadas e exploradas nesta disciplina, a maior parte delas desconhecia por completo e nem sabia que era possível trabalhar tantos conhecimentos e explorar tantas ferramentas a nível da educação como fizemos. Era impensável, para mim, que podíamos criar uma banda desenhada através de um programa on-line por exemplo. As TIC são realmente algo bastante contributivas para o nosso futuro profissional, pois são variadíssimas as atividades que podemos desenvolver com as crianças de forma animada, educativa e didática, nas diferentes faixas etárias sobre as quais nos incidimos. Infelizmente, ao contrário de algumas das minhas colegas, no meu estágio de observação não e foi possível pôr em prática nenhuma das aprendizagens adquiridas nesta disciplina, pois fiquei em pré-escolar e não haviam materiais disponíveis para trabalhar as TIC com o grupo. O trabalho em pequeno grupo é bastante produtivo, pois mais facilmente dividimos tarefas e conseguirmos cumprir os prazos estabelecidos pelos professores.
            De todas as atividades dinamizadas as que se revelaram, na minha opinião mais significativas foram a reflexão e a aula sobre segurança na internet, a realização de um vídeo no Photo Story e a tarefa da televisão. Há diversos riscos que todos nós corremos sem que tenhamos a mínima noção de que estamos em perigo e há tantas outras coisas que fazemos a nível da internet que se revelam atitudes de bastante risco, também. Fiquei alertada para o mundo virtual e mudei alguns dos meus comportamentos a esse nível.  A apresentação de uma tarefa a nível da Língua Portuguesa foi bastante pertinente, pois fez com que tivéssemos que pesquisar as séries ou filmes que chamam a atenção das crianças e as faixas etárias a que se destinam para posteriormente desenvolvermos uma tarefa para dinamizar, no meu caso, com os mais pequenos. Algo que no nosso futuro profissional será bastante útil. O vídeo final que tivemos que realizar foi a atividade mais trabalhosa desta UC mas a que nos fez ter que utilizar mais a imaginação e trabalhar diretamente com crianças para que a mesma fosse executada com sucesso.
            Tal como falado em aula, a sugestão apresentada para esta disciplina é que o vídeo do Photo Story não seja o ultimo elemento a ser realizado, pois desta forma a data para a sua entrega recaí numa semana de mais trabalho a nível de todo o semestre o que se revela prejudicial para o nosso empenho seja nesta atividade seja nas restantes que estamos a dinamizar a nível de outras UC´s .
            Contudo, no geral, considero que esta unidade curricular foi bastante contributiva para o meu futuro profissional e académica, pois levo comigo um conjunto de ferramentas de trabalho que de outra forma não conseguiria adquirir. O modo como a mesma se encontra organizada revela-se também, no geral, facilitador para a conclusão da mesma com o sucesso esperado por parte dos docentes e das discentes.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016


"A integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem: uma opção ou uma necessidade?"


Tendo em conta o papel da escola na sociedade atual podemo-nos interrogar sobre o papel das TIC no processo de ensino-aprendizagem. Com isto podemos enquadrar o tema, primeiramente, com a definição de TIC, Tecnologias de Informação e Comunicação, ou seja, quando falamos em TIC incluímos desde as plataformas on-line a uma simples televisão na sala de aula. Tendo isto em conta, partimos para uma nova questão sobre a forma como as TIC são integradas num contexto ensino-aprendizagem, e aí Patrícia Fidalgo diz-nos que “É certo que as TIC promoveram uma dinamização sem precedentes das aulas. O uso de plataformas online (e.g. Moodle), os quadros interativos, os projetores de vídeo, a televisão, a Internet entre tantos outros recursos”. Com esta breve citação conseguimos responder à questão anterior, pois através dela, concluímos que estas tecnologias são benéficas para o processo de ensino-aprendizagem, contudo têm que ser fornecidos os meios mínimos necessários para o acesso às mesmas seja igualmente justo, desde a disponibilização à aquisição de conhecimentos/competências para uma utilização eficiente, este é um processo de aprendizagem continuo, tanto dentro como fora do contexto escola.
O objetivo principal das TIC centra-se no facto de estas serem um meio de acesso à informação e uma forma de divulgação da mesma, não devendo, no entanto, substituir a “capacidade de interpretar, e refletir sobre, a informação”, tal como nos diz João Paz. Para que a utilização das novas tecnologias seja uma mais-valia no processo de ensino-aprendizagem tem de ser partilhada entre professores, alunos e pais, servindo não como uma substituição, mas sim como um complemento. Não devem substituir, uma vez que temos que ter em conta sempre o meio em que estas são utilizadas e o público-alvo, uma vez que, há pais que não sabem manusear um computador ou um simples telemóvel, pois nunca estiveram em contacto direto com estes aparelhos e há turmas, também, referindo-nos mais ao ensino superior, com diferentes características, tais como a presença de estudantes mais velhos. Nesse aspeto vários aspetos têm que ser tidos em conta de forma a que a utilização seja feita de forma positiva e construtiva e não para marcar a diferença entre as pessoas, daí a importância dos meios mínimos para que todos consigam estar integrados nestas formas de partilha e de ensino.
Tendo em conta os textos que nos foram fornecidos conseguimos construir uma opinião mais rica e informada, pois pensamos que a resposta à questão inicial não passa por uma simples resposta, uma vez que as TIC tanto são uma necessidade como uma opção. Uma opção quando falamos de diferentes formas de obter o mesmo conhecimento, ou seja, um aluno necessita de realizar um trabalho sobre determinado tema, este tem à sua disposição vários meios de recolher informação através da pesquisa em livros, mas também tem a opção de o fazer através da internet. Outro exemplo pode aparecer no que diz respeito aos docentes, em que se torna uma opção de transmitir uma matéria através do manual escolar ou então recorrer às novas tecnologias para abordar o assunto, usando, por exemplo, um jogo de computador, ou até mesmo, expor a matéria através de um PowerPoint. Mas torna-se uma necessidade quando falamos em proximidade entre professores, alunos e pais, pois através das TIC, os professores, por exemplo através de uma plataforma fazer uma “partilha” de informação para que em conjunto consigam estar todos envolvidos na boa educação do aluno. Entre pais e alunos as tecnologias de informação e comunicação servem como uma forma de aproximação, pois nas famílias em que os pais não sabem mexer nestes meios com tanta facilidade podem contar com a colaboração dos seus filhos para estarem mais informados e começarem a sentir-se mais confiantes para trabalharem num computador, por exemplo, daí estas serem algo que não fica reduzido à comunidade escolar.
Assim, encarando a questão de uma forma mais aprofundada podemos dizer que a utilização das TIC no processo de ensino-aprendizagem torna-se uma opção e em simultâneo uma necessidade para a sociedade atual, pois as novas tecnologias estão cada vez mais acessíveis tornando inevitável que não sejam utilizadas, quer no nosso dia a dia quer no processo de aquisição de conhecimentos. Tal como João Paz refere “Se é verdade que os perigos da sua utilização menos cuidada são grandes, também o são as suas virtudes” e como futuras profissionais na área de educação temos que saber trazer essas mesmas virtudes para a sala de aula de forma a que a utilização das novas tecnologias, sejam usadas de um modo positivo e construtivo para os nossos alunos e não como um uso excessivo e abusivo, pois dessa forma não terá qualquer contributo para a educação nem para o nosso papel como professoras.



Referências

Fidalgo, P. (2009). O Ensino e as Tecnologias da Informação e Comunicação.
Paz, J. (2008). Educação e Novas Tecnologias.